Europa, a “colónia digital” dos EUA

europa

#1

"Dependentes de software caro, e que é usado secretamente pelas agências de segurança de Washington para recolher informação sensível, os serviços públicos europeus estão “capturados”.

Opiniões?


#2

/ Mudado para a secção revista de imprensa

É um trabalho muito bom do Público (e restantes jornais participantes). Aliás, o Público ultimamente tem sido um jornal que anda bastante em cima de vários temas dos direitos digitais, mas esta reportagem é sem dúvida a de maior destaque. Não é qualquer um que se atira assim de frente “contra” a Microsoft, pelo que só posso parabenizar o jornalista Paulo Pena e o Público.

O tema da independência tecnológica parece-me que está à porta, e vai pegar. Principalmente agora com Trump (já não falando de NSA’s, que já conhecíamos), tornou-se muito difícil para a Europa tentar chegar a acordos no que toca à protecção de dados dos cidadãos, que é um dos temas da moda na UE.
Ainda esta semana o eurodeputado Carlos Zorrinho se interrogava porque é que a Europa não tem um sistema operativo próprio.

Mas há que manter sempre em mente que a preocupação com a privacidade dos cidadãos, com a tecnologia que usamos, o big data, e até partes da reforma do direito de autor etc., tão em voga na Europa, é, para muitos políticos, mera arma de arremesso contra as gigantes tecnológicas americanas. Política pura. Ainda assim, é uma onda que nos é muito favorável de navegar.


#3

Portugal infelizmente é um desses países e a situação só está a piorar com a contratação de serviços cloud a essas grandes multinacionais, onde se perde o completo controlo dos nossos dados, pondo em risco até a soberania nacional. Se esta situação já é má ao nível da administração central, se formos ao nível municipal é bem pior.

Isto resulta, na minha opinião, essencialmente de uma mistura de falta de know-how e de uma estratégia abrangente das TI em Portugal.

Existem alguns regulamentos, como o regulamento das normas abertas, que de certa forma podem impedir algumas dessas situações, mas por outro lado, se o Estado tem dificuldade em fazer cumprir as leis que impõe aos seus cidadãos é muito mais negligente a autoregular-se.

Penso que a D3 tem um papel importante a desempenhar nesta área, onde pelo menos pode exigir que os regulamentos e legislação em vigor sejam cumpridos pelo Estado e respectiva Administração Pública.

Dá um salto, à secção Estado Digital e participa com propostas, e ideias para tentarmos todos melhorar a situação.