A EDRi e a EFF são financiadas pelo próprio poder estabelecido


#1

(Tendo eu visto hoje um retweet, na vossa (D3) conta no Twitter, sobre a EDRi e tendo visto também referências anteriores na vossa conta no Twitter à EFF - e, mais importante que isto, tendo entretanto constatado também que é a vossa organização já um “membro observador” da primeira ONG - venho avisar-vos do seguinte…)

Muitas das ONG que afirmam defender os nossos interesses e direitos são (tal como os partidos políticos) organizações que são lideradas por pessoas falsas, que apenas afirmam defender tais interesses e direitos - mas, na verdade não o fazem (incluindo aquelas ONG que dizem ser “anti-sistema” ou que, de algum modo, passam a ideia de que estão a lutar contra o poder estabelecido).

E, isto deve-se à aplicação de uma (velha) fórmula política, conhecida como “oposição controlada”.

"A melhor maneira de controlarmos a oposição é sermos nós próprios a liderá-la."
— Vladimir Lenin

Sendo que, a maneira de uma pessoa topar estas falsas organizações é informar-se sobre quem as financia (aplicando o princípio de investigação jornalística e judicial “follow the money”).

  1. Sobre a EDRi,

Consultando o seu mais recente relatório anual, na sua secção de Finanças (página 43 do documento PDF: https://edri.org/files/edri_annual_report_2017.pdf) podemos constatar que a grande maioria do seu financiamento vem de fundações e corporações.

Ora, que as corporações são interesses económicos que apenas financiam o que, de algum modo, for para eles benéfico, penso que não é preciso estar eu a argumentar sobre. Mas, para quem não saiba, a maior parte das fundações que existem são também elas próprias financiadas por corporações (ver muitos exemplo disto, por exemplo, aqui: https://www.activistfacts.com/). Pois, os comuns cidadãos que têm cada vez menos dinheiro a mais para doar para o que quer que seja e que se preocupam com este tipo de assuntos é que não existem, por norma, em número suficiente para conseguir suportar os altos custos de manutenção deste tipo de “fundações profissionais” (i.e. fundações que pagam a profissionais especializados em certas áreas, pelos serviços prestados a estas fundações).

a) Vendo quem são as corporações que financiam a EDRi, podemos na lista encontrar a Microsoft e a Twitter.

Se não há entre os vossos membros (D3) adeptos do Software Livre que saibam das más intenções e práticas da Microsoft, é esse um assunto que demora muito a explicar. Mas, apenas sobre a Twitter, para quem não saiba, esta empresa foi recentemente apanhada a admitir que censura os seus utilizadores, por não gostar do conteúdo das suas mensagens: https://www.projectveritas.com/twitter/

(E, até eu próprio já pude confirmar que fui também censurado por esta mesma empresa: https://twitter.com/BlackFerdyPT/status/975367300097499136)

Ora, que sentido é que faz que uma empresa como a Twitter - que, admitidamente, não respeita o direito à Liberdade de Expressão na Internet - financie uma organização que, supostamente, defende os direitos dos cidadãos comuns na Internet?

b) Passando às fundações que financiam a EDRi, vemos que as duas fundações que mais dinheiro doam a esta ONG são uma Open Society Foundation e a Ford Foundation.

A Ford Foundation é, tal como o próprio nome indica, financiada pela corporação estadunidense fabricante de automóveis Ford (obviamente, um dos maiores interesses económicos que existem). Mas, para quem não sabe o que são as Open Society Foundations, deixo aqui uma breve explicação.

As Open Society Foundations são propriedade de George Soros, um colaborador nazi na Segunda Guerra Mundial, que sorri quando fala sobre esta fase da sua adolescência (https://www.infowars.com/cnn-claims-alex-jones-fabricated-soros-nazi-ties/), que é conhecido por toda uma série da sacanagens que fez e faz a nível económico (https://www.youtube.com/watch?v=sca5i8w4phE) e que usa a sua fortuna (através das várias ONG financiadas pelas suas Open Society Foundations: https://www.discoverthenetworks.org/individuals/george-soros/) para, entre outras coisas que atentam contra os direitos dos cidadãos, derrubar governos democraticamente eleitos, por não alinharem estes com os interesses ocidentais: https://www.theguardian.com/world/2004/nov/26/ukraine.usa + https://twitter.com/BlackFerdyPT/status/934827651533099009 + https://www.globalresearch.ca/cia-backed-color-revolutions/5611641

Ora, que sentido é que faz que alguém como George Soros - que não respeita o exercício da Democracia e que atenta gravemente contra a mesma - esteja supostamente interessado em defender direitos de qualquer tipo?

  1. Sobre a EFF,

A história é a mesma. Pois, se consultarem os seus relatórios financeiros (https://www.eff.org/about/annual-reports-and-financials) irão constatar que é também financiada pelo mesmo George Soros (procurar por “Open Society Institute”).

  1. E, sobre o “poder estabelecido” de que falo,

Para quem estranhar porque razão me refiro eu a interesses económicos (de corporações) e não a interesses assumida e explicitamente políticos (de partidos e governos), o que se passa é que, a grande maioria dos políticos que temos (sabe toda a gente bem informada sobre questões políticas) pouco mais são do que meros fantoches dos grandes interesses económicos.

Logo, as decisões que tomam tais políticos são para fazer cumprir os interesses destes grandes grupos económicos e não interesses dos próprios políticos ou seus partidos (à excepção dos muito poucos partidos políticos que são verdadeiramente “anti-sistema”).

Qualquer pessoa que esteja atenta ao comportamento de ambos estes sectores da sociedade, consegue aperceber-se desta cumplicidade óbvia (ex: salvamento de bancos privados com dinheiros públicos, privatização de serviços fundamentais do Estado, formação das PPP etc). E, se querem uma muito boa introdução ao tema e saber quais são os objectivos mais abrangentes e a longo prazo deste conluio, podem começar por ler este muito bom livro (que foi censurado por um dos maiores “manda-chuva” em Portugal): https://fotos.web.sapo.io/i/o41140ea4/17596647_i1zW0.jpeg

Reparem em como os vários políticos do sistema, assim que deixam os seus cargos, vão trabalhar para estes mesmos grandes interesses. (Apenas um exemplo: vejam como o Durão Barroso, assim que saiu da Comissão Europeia, foi trabalhar para a Goldman Sachs.)

Acham que se tivessem estes políticos implementado políticas prejudiciais a estes grandes interesses económicos, seriam alguma vez depois contratadas pelos últimos? E, não acham que este tipo de contratações (que envolvem salários avultados) são obviamente recompensas pelo seu trabalho político a favor de tais corporações?

Não foi até já apanhado um dos maiores “manda-chuva” em Portugal a explicitar isto mesmo?


#2

Olá!

Só para dar a minha opinião geral sobre a forma como apresentas o tema. Apesar de eu acreditar numa boa fatia das coisas que apresentas, acho que falhas um bocado como tentas provar essas coisas.

  • 1- Falsas organizações: Desde o dinheiro entrar até isso afectar uma(s) pessoa(s) que estejam a desenvolver uma campanha sob a alçada dessa organização, vão muitos passos. E eu não acredito que toda a gente envolvida na EDRi esteja “suja”.
  • 1a- Principalmente se somarmos as quantias dadas pelas duas empresas que mencionas, dá um total de 15K€. Em ~730K€ não me parece que tenham presença suficiente para ter grande peso nas decisões tomadas. Quanto à posição em relação ao twitter, linkar para tweets teus e/ou sites com inclinações um bocado extremistas também não ajuda.

Partindo o argumento aos bocados:

  • O EDRi não presta porque recebe dinheiro de empresas “más” (15000€ em 2017)
  • As empresas são más porque censuram. (“Engineers caught on camera ‘admitting they secretly censor people for posting content they disagree with’” do link da infowars.)

Ou seja, estás a por em causa uma fundação e usas por base (entre outros, certo) aquilo que alguns engenheiros de uma empresa que lhes deu 5000€ fazem. Independentemente do que achemos da Microsoft, 10000€ também não vão corromper ninguém…

  • 1b- Ford: Tem um nome de uma empresa = é mau. Soros: Claramente conheces mais da história dele do que eu, mas perdes-te outra vez em extremismos: “George Soros, um colaborador nazi na Segunda Guerra Mundial, que sorri quando fala sobre esta fase da sua adolescência” nem a infowars vai tão longe… Estás a esforçar-te demasiado para provares o teu ponto e isso torna-o mais fraco.

  • 2- Eu tentei, mas não econtrei esse nome em lado nenhum. Podes ser mais concreto onde é que posso encontrar essa ligação ao OSI?

  • 3- Cuidado com aquilo a que chamas de censura. E cuidado com como o provas. Não só é um scan de um artigo de um jornal como o próprio artigo é só diz que disse: Um amigo disse que levaram pressões e outro amigo disse que essas pressões vieram do Pinto Balsemão… Está obviamente no interesse de um autor de um livro sobre os “poderosos atrás da cortina” dizer que os mesmos o estão a tentar censurar. O que no fim até pode ser verdade! Mas é uma má “prova” para o tema.


#3

Que não restem dúvidas: a D3 pretende defender os direitos digitais estando “dentro”, e influenciando, o poder estabelecido.

Quando passou de “um grupo de pessoas” para associação, a D3 fê-lo conscientemente, formalizando-se com uma estrutura legal de pessoa colectiva, consciente de que isso é estar “dentro do sistema”. Nenhum mal vejo nisso.

Quanto às críticas à EDRi ou à EFF, interessarão as que disserem " a EDRi errou -aqui-, ao tomar esta posição", e aí fará sentido questionar se tal decisão foi tomada por influência de um dos doadores. Até lá, é apenas FUD.


#4

#5

(Imensa falta de respeito à parte…)

É uma anedota completa que este tópico por mim iniciado tenha sido censurado (!) num fórum supostamente dedicado à defesa dos direitos (digitais) das pessoas - incluindo o mais fundamental de todos que existe, que é o direito à Liberdade de Expressão.

(Preciso eu sequer de argumentar sobre o quão grave isto é?)

E, por essa razão, não irei mais fazer quaisquer colocações neste fórum, nem me dirigir à vossa pseudo-organização.

Mas como, apesar de tudo, me foi pelo menos uma pergunta feita e foram também feitas críticas ao que eu escrevi - que me sinto eu na obrigação de responder a - irei só fazer mais umas colocações nesta cadeia de comentários - e passar a denunciar a vossa organização como a verdadeira anedota de (e falsa) organização que é.


#6

pmmaga,

Eu também não acredito que toda a gente que faz parte das organizações que eu digo estarem controladas esteja conscientemente a obedecer às ordens dos interesses de que falo.

Da mesma maneira que, apesar de estarem os principais partidos políticos notoria e obviamente controlados (http://www.semanario.pt/noticia/2573) isso não quer necessariamente dizer que todos os seus militantes (incluindo os de base) saibam disso. E, da mesma maneira que, por exemplo, quem ingenuamente vota nestes partidos desconhece este controlo existente.

O que se passa, no entanto, é que a maior parte deste tipo de organizações hierárquicas, mais “profissionais”, funcionam quase exclusivamente segundo os ditames dos seus líderes. E, os seus militantes ou voluntários de base pouco mais são do que meros apêndices desses líderes - últimos estes, que concretizam os objectivos que lhes são ditados mais de cima.

(Eu próprio já trabalhei, como voluntário, para uma destas ONG que chamo de mais “profissionais” e que são financiadas por este tipo de interesses - e, por isso, sei que estas não têm nada a ver com o tipo de colectivos activistas mais informais dos quais também já fiz parte, quando toca à liberdade de escolha de acção ou sequer de decisão.)

Obviamente que, deverão ser apenas as pessoas que estão no topo, mais cultas e mais inteligentes, quem tem consciência do que realmente se passa. E, os militantes, activistas e voluntários que se encontram nos graus mais baixos das hierarquias, ignorantes e ingénuos sobre os reais objectivos destas organizações, obviamente pessoas que estão a ser manipuladas para fins que desconhecem.

(Por exemplo, eu já conheci pessoalmente activistas da Greenpeace - organização esta, que também eu denuncio como estando controlada: https://blackfernando.blogs.sapo.pt/a-verdadeira-greenpeace-126968 - que me explicaram que as únicas “decisões” que tomam são (1) sobre como fazer cumprir os objectivos do grupo temático, já elaborado, ao qual decidiram aderir, ou (2) a melhor maneira de como executar uma missão que lhes deram, na qual não tiveram estes decisão alguma relativa à elaboração de. E, tenho eu a certeza - por ter com eles convivido durante consideráveis períodos de tempo - de que são eles pessoas bem-intencionadas.)

Quase todas as decisões e objectivos de fundo destas ONG, mais “profissionais”, são originárias de e montados por os seus líderes máximos, que são quem controla tais organizações. E, quanto a controlar tais últimos líderes que são empregados por (i.e. cujo emprego e destaque social depende de) estas ONG, é muito simples…

Ainda que possam estes não estar conscientes do que realmente se passa (o que considero eu ser mesmo, mas mesmo, muito difícil de ocorrer - pois, normalmente são as mesmas pessoas que criaram tais organizações com tal dinheiro de origem corporativa, ou pessoas que terão sido mantidas nos graus mais altos da hierarquia pelas primeiras, para depois as sucederem) tal como é dito sobre a Ford Foundation, no que toca ao financiamento de média supostamente alternativos e supostamente de esquerda nos EUA - https://fotos.web.sapo.io/i/o2614b2a0/17874116_t0nHC.gif - “Se não gostam elas [fundações] do que a gente faz, não somos nós financiados no próximo ano”.

Relativamente às contas que você fez,

  1. As empresas que eu menciono são apenas uma parte do financiamento para o qual eu chamo a atenção.

Para além de que, estas são apenas duas cujo comportamento antidemocrático eu conheço bem. O resto, são companhias que eu desconheço (e tenho mais que fazer do que estar a pesquisar sobre) mas que, pela lógica que eu observo do comportamento das suas companheiras de donativos, não me admiraria nada se fizessem parte da mesma “operação” ou mesmo “clube” - logo a começar pela Mozilla que, ontem mesmo na Web Summit, voltou a reiterar a sua vontade de ajudar a “controlar” a informação na Internet (https://www.youtube.com/watch?v=H4rYY0BLb7A).

  1. Muito mais importante do que a origem directa e muito visível desde várias empresas, neste tipo de financiamentos, são sempre as * fundações * do tipo das que eu menciono. Pois, o financiamento corporativo (substancial) de que falo costuma ser indirectamente feito através destas fundações, que funcionam como “proxy” (pesquisar em: https://www.activistfacts.com/). E, só a Ford Foundation e a Open Society Foundation, que eu menciono, financiam logo mais de 37% desta EDRi. Para além de que, as outras fundações que lhes fazem companhia, como as que contêm o nome Mozilla, pela razão que mencionei e outras, não me inspiram confiança alguma relativa às suas supostas boas intenções.

Relativamente ao Twitter,

Quando digo eu que esta empresa censura pessoas que denunciam factos e exprimem opiniões de que ela não gosta, isto não é uma “posição” (ou mera opinião) que eu tenho - mas antes, um facto que tem sido repetidamente provado.

As hiperligações que eu deixei para tweets meus são meras notas/acrescentos pessoais que fiz (sendo, no entanto, que num deles está uma prova da censura de que falo). E, no sítio do “Project Veritas” podem ver e ouvir os próprios funcionários da Twitter a explicar como praticam esta mesma censura.

Mas, se dúvidas ainda assim têm de que tal está a ocorrer, apenas têm de estar atentos às queixas e denúncias que têm sido repetidamente feitas pelos apoiantes de Donald Trump e outros críticos dos anteriores governos estadunidenses, desde que Trump se tornou Presidente (https://www.zerohedge.com/news/2017-03-23/busted-twitter-caught-manipulating-tweets-former-blackrock-fund-manager-critical-cia + https://www.zerohedge.com/news/2018-07-19/twitter-caught-censoring-conservative-journalists-site-wide-shadowbans) e que já levaram até à criação de uma alternativa verdadeiramente livre ao Twitter, chamada Gab: https://gab.ai/

Agora, não percebo é como é que (independentemente do uso correcto, ou não, do subjectivo termo “extremistas”, para designar quem é censurado no Twitter) dependendo de quem denuncia esta censura - para as provas da qual eu deixei aqui hiperligações - é que se pode falar ou não verdadeiramente da existência da mesma no Twitter(?)…

(Os argumentos que quaisquer pessoas apresentam num debate ou denúncia são sempre válidos pelo que são ou deixam de ser. Ou seja, o que interessa, para validar ou não denúncias, são sempre as provas apresentadas ou a mensagem, em si - não o mensageiro: https://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem)

Sobre a Ford e o George Soros,

Uma empresa, só por ser uma empresa, não é má. O que faz dela má são as suas acções. A Ford Foundation é uma das entidades financiadoras do Clube Bilderberg (https://en.wikipedia.org/wiki/Bilderberg_Group#Origin) de origem parcialmente nazi (https://blackfernando.blogs.sapo.pt/a-uniao-europeia-e-em-boa-parte-a-131523) e que criou a mesma União Europeia que está a passar estas leis contra a liberdade de informação na Internet, das quais vocês se queixam. E, toda a gente bem informada sabe que quem lidera a União Europeia é controlado e controlada pelos mesmos interesses que a criaram (http://www.semanario.pt/noticia/2574). Logo, a Ford Foundation (ou companhia Ford, que a financia) é uma das entidades que está por trás das leis das quais vocês se queixam.

Quanto ao George Soros, eu não me estou a “esforçar” por exagerar nada relativamente ao que ele diz - pelo contrário, até estou a omitir algumas coisas. Quanto a ele sorrir quando faz tais declarações, não sou eu que estou a “exagerá-lo” e podem todos claramente vê-lo na entrevista para a qual eu deixei uma hiperligação. Muita gente, eu incluído, por vezes se ri quando fala de assuntos muito sérios para desanuviar o tema. Mas, o que distingue quem realmente leva os assuntos a sério é o que exprimem as pessoas sobre os mesmos. E, sobre isto, fez George Soros muito pior. Pois, diz ele que, não só que não teve, ou ficou com, quaisquer problemas de consciência pelo que fez (ver a entrevista) como até descreve (noutra entrevista e num escrito seu: https://en.wikipedia.org/wiki/George_Soros#Early_life_and_education) tal ano de colaboração nazi como “o ano mais feliz da sua vida”. (E, que raio/tipo de pessoa é que acham vocês que pode não ter problemas de consciência alguns por ser responsável pela morte de tantos outros e descrever o período de tempo no qual se inserem tais acções como o ano mais feliz da sua vida?)

Sobre o financiamento do Open Society Institute (antigo nome para a rede das Open Society Foundations) à EFF,

A referência não é tão explícita como nos relatórios da EDRi. Mas, tal pode ser constatado, por exemplo, logo na página 2 deste relatório anual da EFF, na referência que faz esta ONG aos apoios que recebe: https://www.eff.org/files/eff-2008-2009-annual-report.pdf

Sobre a censura de que foi alvo o livro sobre o Clube Bilderberg, para o qual eu chamo a atenção,

De que maneira é que são tais fontes ou provas menos fidedignas do que as outras tantas anónimas que os média de massas constantemente usam? Porque razão é a revista Focus menos fidedigna que um Público, Correio da Manhã etc, que por vezes recorrem a fontes anónimas? Ou seja, porque é que isto pode ser mentira, mas tudo o que os outros média de massas dizem já não é?

(Já agora, no meu caso pessoal, isto não é para mim um mero “diz que disse”. Mas, algo que não só pude eu - e podem vocês - constatar nas próprias livrarias, como também me foi dito no Twitter pelo autor do livro em causa, que repetidamente tem provado ser uma pessoa credível: http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=10579.0)


#7

Pois pretende.

E, é por isso mesmo é que eu já deixei aqui, neste fórum, um aviso e indicações de que não sabem vocês com quem estão a lidar. (E eu, que ando há década e meia a pesquisar sobre a natureza deste mesmo “poder estabelecido”, sei do que estou a falar…)

O caso do Sócrates e do Salgado e outros que têm vindo a lume, são apenas a “ponta do icebergue”. Oiçam, por exemplo, o que tem a dizer um dos líderes de uma ONG que investiga o fenómeno da corrupção em Portugal - e que foi também já candidato presidencial - Paulo de Morais.

O sistema do qual são vocês a favor, está quase completamente dominado e corrompido. E, para além das já muitas indicações disto mesmo que repetidamente têm sido denunciadas recentemente nos jornais, se formos falar sobre o que tudo mais se esconde por trás das “cortinas” e que não vem nos média ditos de “referência”, isso seria tema para semanas inteiras de explicações e denúncias.

As recentes detenções de pessoas de relevância na nossa sociedade apenas ocorreram porque a que era até há pouco tempo Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, foi nomeada por um dos muito poucos políticos (fenómeno raro, nos partidos do sistema) Cavaco Silva, que não faz parte dos interesses de que falo - apesar de, muitas vezes, alinhar erradamente com os mesmos. E, tendo obviamente sido esta Procuradora-Geral entretanto corrida do seu cargo, “acabou-se a festa” (que, como digo, era apenas uma pequena amostra do que muitíssimo mais poderia ter acontecido). E, podem esperar sentados por um próximo Dom Sebastião, que não irá vir - pois, todas as posições-chave políticas estão agora ocupadas por corruptos e as novas gerações não têm, nem de longe, os mesmos valores e a mesma fibra das gerações mais antigas, que já estão a desaparecer.

Eu poderia até falar-vos sobre o que estas ONG, de muito importante, omitem - e devia antes ser muito denunciado (para o qual, aliás, já aqui deixei dicas, noutras colocações neste fórum). Mas, como é isso informação originária de fontes que só quem estiver muito bem informado é que estará em posição de poder realmente aferir a credibilidade de, não o irei fazer.

E, em alternativa, deixo-vos aqui antes uma (que acho ser boa) dica.

Como digo, a EDRi é financiada por várias entidades com o nome Mozilla. E, a Mozilla já tem repetidamente dito que quer ajudar (a imprensa controlada e os governos: https://www.youtube.com/watch?v=H4rYY0BLb7A) a controlar a informação na Internet (https://wiki.mozilla.org/Mozilla_Information_Trust_Initiative).

Quando a Mozilla começar efectivamente a fazê-lo, interroguem-se então:

Porque razão está uma ONG (EDRi) que supostamente quer defender os direitos das pessoas na Internet a aceitar dinheiro da Mozilla e a não ser crítica com a interferência por parte da última na livre circulação de informação na Internet?


#8

E, pronto.

Eram as anteriores as duas respostas que já tinha escrito, antes de constatar a censura de que fui alvo - e que, por isso, não queria deixar de aqui colocar, nesta cadeia de comentários.

(E, porque não tenho garantias de que não sejam mais mensagens minhas ocultadas…)

Se quiser alguém responder aos meus últimos comentários, sinta-se à vontade para o fazer no meu blogue (no qual é praticada a Liberdade de Expressão: https://blackfernando.blogs.sapo.pt/) na colocação que irei fazer sobre a vossa organização.

Dicas essas que, entretanto, poderão ter sido escondidas. Pois, já constatei que não foi só este (no qual deixo esta mensagem) o tópico por mim iniciado que foi censurado. E, por isso, talvez tenham de encontrar as mesmas (se não forem também apagadas) indo à lista de colocações por mim feitas.


#9

Olá,

Para dar alguns esclarecimentos.

Em Julho passado registou-se aqui no fórum um utilizador cujo conteúdo dos posts chamou a atenção de vários sócios na medida em que eram conteúdos “conspiratórios”, com narrativas em que não nos revemos e com ligações para sites pouco recomendáveis, e uma boa dose de auto-promoção. Torrentes de texto impossível de ler, que esgotavam a disponibilidade de qualquer pessoa para entrar em discussão, acompanhados de um tom arrogante e condescendente para com quem se atrevia a encetar diálogo. O constante levar da discussão para conteúdos “conspiratórios” e sites “alternativos” desencorajava a interacção até mesmo quando havia algum assunto ou crítica ao qual se pudesse atribuir algum mérito.
Apesar disso, optámos por não actuar.

Já este mês acabámos por mudar de ideias. A parte pública do nosso fórum não tem tido muita actividade, pelo que este tipo de conteúdos era o que os visitantes do fórum eram expostos. Novamente, conteúdos em que não nos revemos minimamente. Não é esta a imagem que queremos passar.
Acresce que o utilizador em causa tem uma posição declarada de que não irá fazer qualquer contributo para a associação ou os seus objetivos. Portanto parece-nos bem claro que se não está aqui pela D3, é só mesmo porque este fórum lhe dá pódio e holofote para os seus ensaios e para os (muitos) links para o seu blog.
Concluímos que lhe deve ser dada toda a liberdade para espalhar as suas opiniões e auto-promoção nos fóruns que entender, mas não neste. Por essa razão, vários dos posts foram “deslistados”, pese embora continuem acessíveis. Trata-se de uma funcionalidade do Discourse de forma a evitar que surjam com destaque e dêem uma imagem completamente errada da D3 a quem cá chega pela primeira vez.

Foi uma decisão da moderação que foi pensada, discutida e ponderada. Vamos manter esta decisão e porventura tomar outras que entendamos necessárias.

Se este fórum é um espaço para se discutir livremente as questões dos direitos digitais com total liberdade de opiniões, é também um espaço que queremos funcional e que sirva para real discussão construtiva. Com elementos que não querem saber da D3, é um abuso da nossa abertura e hospitalidade esperar que continuemos alegremente a albergar comentários tóxicos que em nada ajudam ao que aqui se tenta fazer.


#10